Salto Alto

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Na última quarta-feira dia 14 resolvi deixar minha casa e acompanhar alguns amigos e professores a uma Exposição de Arte, a Virada Russa, a princípio imaginei que seria algo muito chato por tratar-se de uma exposição cultural, saímos da Faculdade por volta das 18 horas, chegando ao local pude ver o quão interessante era sua arquitetura, o que mais chamou a minha atenção foi a organização, limpeza e cheiro do lugar, era muitíssimo agradável.

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Dividimo-nos em pequenos grupos, percebi que a Virada Russa além de tratar-se de uma exposição na qual foca sua atenção na produção artística criada na Rússia desde o começo do século XX até a década de 1930, era também importante não só apenas para a cultura russa, mas para toda a arte internacional daquele período, os quadros foram sendo vistos aos poucos.

  As obras produzidas por Chagall com características do Surrealismo em “Passeio” transmitiram a ideia de liberdade, de que a figura da mulher levitando tem direitos civis e Tátlin no Construtivismo que de sua autoria a obra “Contra-relevo de Esquina”, uma relação direta e comungada entre o alumínio, zinco e madeira, que traduz o novo mundo industrial ao adotar formas, materiais e técnicas da moderna tecnologia.

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E então me deparo com o “Quadrado Negro” de Maliévitch. Tenho certeza que muitos que passaram pela exposição tiveram a mesma reação que tive, ou seja, para mim a arte não se explica, sente.

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Ao dar de cara com a obra “Verka”, também de Maliévitch, retrato feito a óleo, parece conter uma pessoa real em sua superfície.

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Assim São Jorge de Kandinsky, representou algo novo pra mim, uma nova dimensão, um novo mundo pra ser mais exata.

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De Rodchenko, “Círculo Branco”, trata apenas de linhas precisas e simples, não existem complicações, isso que é fascinante.

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Ao todo, são 123 obras, todas pertencentes ao acervo do Museu Estatal de São Petersburgo. Gostei muito e achei interessante à forma também como a publicidade, a questão do Comunismo nos cartazes é tratada e aparece dinamicamente na exposição.

Por Daiane Macanhã Souza & Débora Menezes